O bispo da Diocese de Rondonópolis-Guiratinga, Dom Maurício da Silva Jardim, confirmou nesta segunda-feira (28/05), que só retornará ao Brasil após a eleição do novo Papa. A decisão foi tomada a partir da oficialização do Vaticano do dia sete de maio, quarta-feira da próxima semana, como a data de início do Conclave, onde os mais de 130 Cardeais de todo o mundo se reunirão para a escolha do novo Pontífice.
Após participar dos atos fúnebres do Papa Francisco, incluindo a Missa das Exéquias, no sábado, Dom Maurício comentou sobre o momento de emoção presenciado por pessoas de todo o mundo que estão em Roma. “Rezei diante do caixão do Papa, em silêncio, lembrando toda nossa diocese, todo nosso povo. No domingo, participei da Missa do Jubileu dos Jovens. Encontrei também alguns bispos brasileiros, os sete cardeais do nosso país; tem sido um momento muito forte, intenso e histórico da Igreja”, comentou

CONGRESSÕES – Dom Maurício também falou sobre as reuniões preparatórias para o Conclave, chamadas de congregações, que os cardeais estão realizando. Nesses encontros, segundo ele, os cardeais “debatem temas da realidade do mundo e da igreja” e, a partir da ‘escuta espiritual’ feita nessas congregações, “vai se delineando o perfil do novo Papa; qual seria a pessoa ideal para responder a esses grandes desafios que estão sendo refletidos pelos cardeais”.

CONTINUIDADE – O bispo de Rondonópolis-Guiratinga lembrou que é “o Espírito Santo quem guia” a igreja, mas pessoalmente ele acredita em um “Conclave rápido” e que o futuro Pontífice seja um nome “para um papado de continuidade” ao Magistério de Francisco.
Dom Maurício crê que pelos frutos do papado de Francisco – incluindo a proposta de uma nova fase de evangelização marcada pela alegria, os Sínodos para a Amazônia e em defesa de uma igreja “onde todos caminham juntos”, além de pautas como a defesa da paz (”em um mundo que está em guerras”), as migrações, e o cuidado da casa comum – haja tendência para a escolha de “alguém que esteve muito próximo do Papa Francisco para dar a continuidade”.

SUPRESA – Ele acredita também na “tendência de seja um europeu”, depois da escolha de um sul-americano. “Sempre o Conclave tem surpresa, como foi o último. A tendência é que seja um europeu, depois de ter isso para a América latina; pode ser da Europa, mas também de um outro continente”, comentou Dom Maurício, citando o nome do Cardeal filipino Dom Luís Antônio Tagle, chamado de ‘Francisco Asiático’, que ocupou função de confiança do falecido Papa, sendo prefeito do Dicastério para a Evangelização, e o Cardial italiano Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, além de outros que “estiveram bem próximos” de Francisco. “Quem guia a igreja é Espírito Santo. Estamos em oração para que ilumine os cardeais reunidos em Conclave”.
VISITAS – Dom Maurício também informou que nessa estadia na Europa estará visitando Assis, a terra de São Francisco e irá a Rovigo, região de Vêneto, onde visitará a Casa Geral da Congregação das Irmãs Missionárias da Redenção, que também atuam na Diocese de Rondonópolis-Guiratinga. “Se Deus quiser também estarei aqui nesse início de Conclave, já levando as bênçãos do novo Papa a nossa diocese. Deus nos abençoe a todos”, finalizou.

Pascom Diocesana