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Solenidade do Natal do Senhor

Solenidade do Natal do Senhor

Na celebração da   , realizada na noite de 24 de dezembro de 2025 na Catedral Santa Cruz, o Bispo Diocesano Dom Maurício da Silva Jardim destacou na homilia a necessidade de resgatar a essência cristã diante dos apelos do mundo contemporâneo.

O bispo iniciou sua fala alertando que o Natal corre o risco de se tornar uma festa “bonita aos olhos, mas vazia de sentido no coração”. Segundo Dom Maurício, o maior desafio da atualidade é superar a tentação de um Natal artificial, frequentemente transformado em um espetáculo de consumo onde ceias abundantes e decorações sofisticadas ocupam o centro da cena, enquanto o Menino Deus, nascido na pobreza de Belém, acaba sendo deixado de lado. Ele enfatizou que, quando isso ocorre, celebra-se apenas o clima da data, mas esquece-se do mistério fundamental da Encarnação.

Para orientar os fiéis de volta ao verdadeiro espírito da data, o bispo propôs três lições extraídas da gruta de Belém: a proximidade, a fraternidade e o silêncio. Ao tratar da primeira lição, a proximidade, Dom Maurício destacou que Deus se fez carne para habitar entre nós, assumindo a condição humana para nos dar dignidade. Ele reforçou que a fé cristã não é uma ideia abstrata ou uma doutrina a ser meramente estudada, afirmando categoricamente que Jesus “é uma pessoa que podemos encontrar, amar e seguir”.

A segunda lição apresentada foi a da fraternidade, da reconciliação e da paz, temas urgentes em um mundo marcado pelo “terror das guerras, da ganância, das divisões e do poder”. Dom Maurício recordou que o Príncipe da Paz ensina a humanidade a viver como irmãos, cuidando uns dos outros e de toda a criação. Ele expressou o desejo de que o Natal proporcione uma “Paz desarmada e desarmante, onde todos se sintam irmãos e não inimigos.”

A terceira lição destacou o valor do silêncio, essencial para passar “da aparência à essência, do consumo ao encontro”. O bispo explicou que é no silêncio de Belém e na fragilidade de um recém-nascido que a humanidade encontra sua verdadeira restauração.

“Somente quando o Menino de Belém ocupa o centro de nossas casas, de nossas comunidades e de nossos corações, o Natal deixa de ser artificial e se torna aquilo que ele realmente é: a festa do amor que se fez carne para nos salvar”.

Ele encerrou sua homilia, exortando a comunidade a transformar seus próprios corações na manjedoura que o mundo necessita hoje, um espaço acolhedor para a “proximidade, esperança, paz, fé e amor”.

Pascom Diocesana

 

 

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