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QUARTA-FEIRA DE CINZAS: “A conversão pelas práticas da esmola, oração e jejum – deve ser o centro da Quaresma”, ensina Dom Maurício.

QUARTA-FEIRA DE CINZAS: “A conversão pelas práticas da esmola, oração e jejum – deve ser o centro da Quaresma”, ensina Dom Maurício.

O Bispo diocesano de Rondonópolis-Guiratinga, Dom Maurício da Silva Jardim, afirmou, durante a homilia da Missa da Quarta-feira de Cinzas (18/02), na Catedral Santa Cruz, que a “palavra-chave” para o tempo quaresmal deve ser a “conversão”. E que o próprio Jesus ensina, no Evangelho (Mt 6), deve se dar pelas práticas da esmola, oração e jejum. Segundo o Bispo, a “esmola é desapego, amor aos pobres” e intensificar a vida de oração é estar mais próximo e por mais tempo na presença de Deus. Sobre o jejum (penitência), Dom Maurício sugeriu que ele deve ensinar cada batizado “a viver na falta de alguma coisa que a gente está caindo na dependência (álcool, cigarro, redes sociais). Alguma forma de sacrifício para nos libertar da escravidão de qualquer tipo de dependência”, resumiu.

NÚMERO 40 – Dom Maurício recordou que o “retiro espiritual” de 40 dias, em direção a grande festa da Páscoa tem um significado histórico na Bíblia Sagrada. Recordando os “40 anos do povo no Deserto até a Terra prometida” e o período que Jesus, conduzido pelo Espírito ao Deserto, jejuou 40 dias, sendo tentado pelo inimigo. “É simbólico este número bíblico para falar de uma transição, de um percurso e da passagem da morte para a vida, do pecado para uma vida nova em Cristo que é a Páscoa”, catequisou.

ITINERÁRIO BATISMAL – Dom Maurício também ensinou que a Liturgia da Palavra dos cinco domingos da Quaresma, segue um “itinerário batismal”, pensado desde os primeiros séculos da Igreja, como um itinerário de preparação de adultos (catecúmenos) para receberem os Sacramentos da Iniciação à Vida Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma).
No primeiro domingo, lembrou, se recorda a tentação vivida por Jesus no Deserto: “tentação, desafio e confronto” vividos por todo cristão que se repara para ser batizado. No segundo domingo, a transfiguração de Jesus, que lembra a veste branca batismal “recordando a purificação”. E nos três domingos seguintes, as simbologias da água (na passagem da Samaritana no Poço de Jacó), onde Jesus mostra que “Ele é a água viva que sacia nossa sede”. No quarto domingo, a simbologia da Luz, na passagem da cura do cego de Jericó, simbolizando que “o batizado sai das trevas para a luz”. E no último domingo, “já bem perto da Páscoa”, citou o bispo, a simbologia da “vida nova” expressa na ressurreição de Lázaro. “Jesus – que É água viva e luz – É capaz, por seu poder, de até ressuscitar os mortos. Ele chama Lázaro para fora do túmulo”. Até os dias de hoje, em muitas ‘igrejas particulares’ do mundo, para os catecúmenos, “o ponto de chegada desta preparação é a grande Vigília Pascal, que é a noite dos batizados”, ensinou o bispo.

CF/2026 – Dom Maurício lembrou ainda da Campanha da Fraternidade não substitui a Quaresma, mas é sempre um “gesto concreto” para esse caminho de conversão, por meio de tema de necessidade nacional, este ano a Moradia. O Bispo relevou que, atualmente, mais de 6 milhões de brasileiros não têm uma moradia digna e mais de 300 mil vivem em condição de rua. E citou notícia recente sobre o aumento de 12% na quantidade dos moradores de rua no Estado. “A Igreja traz este tema para a gente refletir, porque ele não está separado da Quaresma, da conversão para a Fraternidade. Ser cristão de verdade é a gente conseguir ver no rosto de todas as pessoas, um irmão em uma irmã, em todas as classes sociais, mas sobretudo os que mais necessitam da nossa caridade e amor fraterno. Este é o espírito deste tempo de conversão”, ensinou Dom Maurício, enfatizando que o gesto concreto será no dia 29 de março, o Domingo de Ramos, com a coleta da fraternidade, “justamente para os mais necessitados neste tema da moradia”.

 

 

 

Pascom Diocesana

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