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Missa do Lava-Pés

Missa do Lava-Pés

Dom Maurício: o que Jesus fala na quinta, ele realiza na sexta-feira, na cruz do Calvário

O bispo diocesano de Rondonópolis-Guiratinga, dom Maurício da Silva Jardim, afirmou na última quinta-feira (17/04), durante a celebração da Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio (abertura do Tríduo Pascal), na Catedral Santa Cruz, que a opção de Jesus “em dar o exemplo de serviço”, lavando os pés dos seus apóstolos na última ceia, contraria a lógica do mundo que prefere ser servido.
“É nesse contexto que ele dá uma das maiores lições, não com discurso, mas com gesto concreto”, já que a época de Jesus, lavar os pés das outras pessoas, era atribuição dos escravos. “Um mestre lavar os pés dos outros foi um gesto muito forte, que provocou um escândalo nos apóstolos”, a tal ponto, acrescentou, que Simão Pedro relutou em ter seus pés lavados pelo mestre.
Mais uma vez esse ano, além da Catedral, Dom Maurício celebrou a Missa do Lava-pés na Penitenciária Major Eldo de Sá Correa, a Mata Grande.

SER O MAIOR – Segundo Dom Maurício, os próprios apóstolos que já haviam discutido, em algumas oportunidades, quem seria o maior entre eles, tiveram dificuldade para entender o gesto do mestre. “A cabeça deles ainda estava com a ideia de poder e Jesus institui a Eucaristia e o Sacerdócio em uma refeição mostrando serviço. Ensinando que todo ministério da Igreja é serviço. Quem tem coordenação de pastoral, movimento, ministro da Eucaristia, ministros ordenados. É isso que ele nos ensina (servir): lavar os pés uns dos outros”.

FALOU E FEZ – Também em relação a instituição da Eucaristia, o bispo chamou a atenção para o fato de que Jesus, outra vez, ensinou com gesto concreto. “Aquilo que ele diz na quinta-feira (isto é o meu corpo, isto é o meu sangue, que será entregue por vós e por todos) ele coloca em prática na sexta-feira. Entrega sua vida, seu corpo e seu sangue para a salvação da humanidade. Ele disse e realizou o que disse”, na cruz do Calvário.
Dom Maurício acrescentou que a ordem de Jesus, “fazei isso em minha memória” está relacionado à última ceia e ao gesto do lava-pés: “Lavem os pés uns dos outros, façam o que eu fiz, celebram o mistério da redenção. E nós fazemos isso até os dias de hoje, essa bonita memória do lava-pés. E não foi um teatro o que Jesus fez. A vida inteira ele serviu, ele se doou”.

CONVITE – Ainda conforme o bispo, todo seguidor de Jesus é convidado a lavar os pés do semelhante, especialmente o que mais precisa da nossa cooperação: “Não só das pessoas que a gente gosta muito e convive, mas no nosso ambiente de família, de trabalho. As vezes a gente tem que se curvar, se rebaixar e servir os outros. É uma lógica do cristianismo, que contraria da lógica do mundo prefere ser servido.

SÓ DEUS PODE CONDENAR – Na Missa do Lava-pés com os detentos da penitenciária Mata Grande, Dom Maurício lembrou que “perdoar os outros” também é um gesto de serviço e generosidade, no nível do lava-pés. Ele disse aos detentos participantes da Missa que só Deus pode condenar, definitivamente, alguém. “E para Deus, todo mundo tem salvação; pode mudar. Deus aposta em nós, ele quer a nossa salvação. Mesmo quando a gente faz coisa errada, Deus não desiste de nós, de nos salvar. Para vocês que estão aqui cumprindo pena, é bom saber que Deus não desistiu de vocês”, finalizou o bispo, antes de lavar os pés de 12 detentos que participara da Missa.

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