A Diocese de Rondonópolis-Guiratinga ganhou no último dia cinco (05/12), mais dois Diáconos, ordenados pelo bispo diocesano, dom Maurício da Silva Jardim, durante Celebração Eucarística na Paróquia São Francisco de Assis em Jaciara.
“Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22), é o lema de ordenação diaconal escolhido pelo Diác. Jefferson Soares Garcia, acompanhado na celebração pela sua mãe Claudia Regina, seu pai Silvio e seu irmão Matheus. Já o Diác. Márcio Lucas Rodrigues, escolheu como lema de ordenação: “Quero ofertar-vos o meu sacrifício, de coração e com muita alegria” (Sl 53), também foi prestigiado por seus familiares; a mãe Eustáquia, o pai Antônio e seus irmãos Wagner, Wélisson e Ir. Charbel (monge trapista).
MISERICÓRDIA DIVINA – Dom Maurício disse aos novos Diáconos que o ministério recebido por eles, vem da misericórdia divina. “Como nos disse a segunda leitura da Carta de Paulo aos Coríntios, trazemos este tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós”, catequisou. Acrescentando que serviço diaconal dever ser entendido como resposta a iniciativa divina: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi”, citou João 15,16.
SERVIÇO DIACONAL – Dom Maurício explicou que o diácono ajuda o bispo e o seu presbitério no serviço da Palavra, do Altar e da Caridade, mostrando-se servo de todos. Como ministro do altar, proclama o Evangelho, prepara o sacrifício e reparte entre os fiéis o Corpo do Senhor. “Poderão ainda presidir as orações, administrar o batismo, assistirem e abençoar os matrimônios, levar o Viático aos agonizantes e oficiar as exéquias”, ensinou. O bispo ainda recordou, que o serviço diaconal acontece tanto no altar de nossas Igrejas como nas casas dos idosos, nos hospitais, nas penitenciarias, em todos ambientes onde há dor, solidão e vulnerabilidade. O ministério diaconal é tanto na liturgia, como na caridade e amor aos mais pobres, ou seja, os diáconos habitam a casa de Deus, seu templo, mas também habitam as casas onde mais necessita da misericórdia divina e da luz do Evangelho.
CONFIGURAÇÃO À CRISTO – Dom Maurício também explicou que a diaconia não se reduz “a fazer coisas”. Mas, essencialmente a “configuração a Cristo Pastor e servidor da humanidade”, o que imprime nos ordenados o “caráter permanente de servos do anúncio do Reino de Deus”.
Segundo o Papa, os candidatos ao sacerdócio, são chamados a fugir da mediocridade, em meio a perigos muito concretos: a mundanidade, o ativismo, a dispersão digital, as ideologias que desviam do Evangelho e, não menos grave, a solidão de quem pretende viver sem o presbitério e sem o seu bispo. Um sacerdote (ou diácono) isolado é vulnerável. A Igreja “precisa de pastores santos que trabalhem juntos e não de funcionários solitários; só assim poderemos ser testemunhas credíveis da comunhão que pregamos”.
ENTREGA TOTAL – O bispo reforçou ainda a citação do Papa Leão XIV sobre atitudes de entrega, próprios do Ministério Ordenado: celibato, obediência, pobreza evangélica e a misericórdia. “Nelas se reconhece o sacerdote como verdadeiro pai, capaz de guiar seus filhos espirituais para Cristo com firmeza e amor. Não existe paternidade a meio caminho. E não existe diácono a meio caminho. Deus nos dá tudo e pede tudo”.
Dom Maurício também ressaltou a importância da “formação permanente” na vida dos novos ordenados, na “proximidade com Deus nos momentos de adoração e silêncio diante do Senhor; proximidade com o povo, proximidade com os padres e a proximidade com o bispo. Nunca se sintam sozinhos”, recomendou

AMOR E CUIDADO COM OS POBRES – A “última recomendação” do bispo foi que os novos diáconos nunca de esqueçam da atenção “aos inúmeros rostos dos pobres e da pobreza”: material, moral, espiritual e cultural; ainda a pobreza daqueles que estão situação de rua, os doentes nas casas e hospitais, os dependentes químicos em recuperação. “Peço a vocês, cultivem esta natureza diaconal, sejam próximo e amigo dos pobres, olhem para eles com compaixão. Vivam sem medo o mandamento do Amor: Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a sua vida pelos amigos”, encerrou.
Pascom Diocesana
